“Unir, cuidar e transformar”: Renata Galati destaca ações sociais e metas do Fundo para 2025

Julho 25, 2025

Comprometida com a promoção da solidariedade, Renata Galati está à frente do Fundo Social de Solidariedade de São Caetano do Sul com um olhar voltado para o acolhimento, a capacitação e a mobilização da comunidade. À medida que importantes iniciativas como a Campanha do Agasalho ganham força, a presidente do Fundo Social fala sobre os desafios da função, as metas para 2025, os projetos em andamento e as ações previstas para as comemorações do aniversário da cidade. Em entrevista ao Jornal da Região, ela também detalha os próximos passos da instituição e reforça o papel do voluntariado no sucesso das ações sociais.

JR: Quais os principais desafios enfrentados pela senhora na condução do Fundo Social de Solidariedade de São Caetano?
Assumir a presidência do Fundo Social foi uma grande mudança na minha vida. Vindo do setor privado, encontrei no setor público uma realidade totalmente nova - repleta de aprendizados, mas também de grandes responsabilidades. O principal desafio, sem dúvida, tem sido entender a complexidade das necessidades da população e conseguir atender a todas elas com agilidade e sensibilidade.
Ao mesmo tempo, é extremamente gratificante ver o impacto que as ações do Fundo geram na vida das pessoas. Cada projeto, cada curso, cada doação entregam um pouco de esperança e dignidade. O desafio maior é equilibrar a burocracia com o desejo de ajudar imediatamente, mas seguimos firmes, com empatia, foco e vontade de fazer a diferença.

JR: Quais são as metas definidas para 2025 e como elas vêm sendo colocadas em prática até o momento?
Para 2025, nossa principal meta é ampliar a capacidade de atendimento do Fundo Social por meio da reestruturação de um imóvel ao lado da sede atual. Com essa reforma, vamos conseguir oferecer mais vagas nos cursos que já existem - que têm uma procura enorme - e ainda implementar novas formações que atendam às necessidades do mercado e da população.
Esse processo já começou a ser desenhado, com planejamento técnico e levantamento de tudo que será necessário para viabilizar essa expansão. A ideia é preparar a estrutura ainda neste ano para que, no próximo, já possamos acolher mais alunos, formar mais profissionais e gerar mais oportunidades para as famílias da cidade. É um passo muito importante para fortalecer o trabalho social que desenvolvemos e ampliar o nosso alcance.

JR: Em que fase está a Campanha do Agasalho deste ano e qual é a expectativa em termos de arrecadação e impacto social?
A Campanha do Agasalho deste ano foi um verdadeiro sucesso. Ela aconteceu entre os dias 1º e 30 de junho, e tivemos uma mobilização incrível da população a arrecadação superou as nossas expectativas. A cidade realmente abraçou a causa e contribuiu de forma muito generosa.
Inicialmente, a proposta era atender as famílias inscritas no CadÚnico, especialmente aquelas que recebem o Bolsa Família. Mas diante da grande quantidade de doações, nossa expectativa é conseguir ampliar esse alcance. A entrega das peças está sendo feita por meio da Lojinha Solidária, que funcionará até o dia 5 de agosto. E, se ao final ainda houver itens disponíveis, vamos estender esse atendimento para outras famílias em situação de vulnerabilidade. Isso mostra a força da solidariedade da nossa cidade e como, juntos, conseguimos aquecer o inverno de quem mais precisa.

JR: Qual é o papel da Lojinha Solidária dentro das ações do Fundo Social e como tem sido a receptividade da população de São Caetano?
A Lojinha Solidária é, sem dúvida, uma das ações mais emocionantes do Fundo Social. O que torna esse projeto tão especial é justamente o resgate da dignidade. Muitas vezes, quem está em situação de vulnerabilidade acaba recebendo doações que, apesar de bem-intencionadas, não necessariamente atendem às suas preferências ou necessidades seja no tamanho, na cor, ou até no estilo.
Na Lojinha, a proposta é diferente: criamos um ambiente acolhedor, com araras organizadas por categoria, provadores e tudo que uma loja de verdade tem. Cada pessoa tem direito a escolher cinco peças aquilo que realmente gosta e que serve. E esse simples gesto, de poder escolher, traz uma alegria imensa. É comum vermos pessoas se emocionarem ali dentro, porque muitas delas talvez nunca tenham tido essa experiência.
Mais do que roupas, a gente oferece carinho, respeito e um pouco de autoestima. Como diz o tema da nossa campanha: estamos transformando o FRIO EM AFETO - e isso faz toda a diferença.



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