O Impact Hub Brasil revelou nesta quarta-feira (04), no Museu do Amanhã, os resultados do INDEI – Índice de Ecossistemas de Impacto. São Caetano do Sul (SP) , Florianópolis (SC) e Vitória (ES) ocupam o topo do ranking nacional de prosperidade sistêmica, destacando-se pela capacidade de equilibrar dinamismo econômico, bem-estar social e resiliência ambiental.
O estudo, que analisou 319 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes sob a ótica de 63 indicadores quantitativos, desmistifica a ideia de que o desenvolvimento territorial depende exclusivamente do PIB. Cidades como Maricá (RJ), impulsionada por royalties, e polos educacionais como Lavras (MG) e Botucatu (SP) também figuram no Top 10, provando que a prosperidade de impacto deriva de diferentes matrizes de desenvolvimento.
O significado do ranking: espelho, não veredito
Diferente de rankings competitivos tradicionais, o INDEI foi concebido como uma ferramenta de autoconhecimento territorial. Para os municípios no Top 10, o resultado funciona como um selo de segurança e evidência para investidores privados e organismos internacionais. A posição valida que o território possui uma infraestrutura madura para escalar negócios de impacto e mitigar riscos operacionais e reputacionais.
Já para os municípios que não entraram no Top 10, o índice atua como um "Raio-X" estratégico. Em vez de sinalizar fracasso, ele identifica "gargalos estruturais" e "sementes de prosperidade". Os dados permitem que prefeitos e gestores identifiquem exatamente qual eixo (Econômico, Sociocultural ou Ambiental) está travando o desenvolvimento integral do ecossistema, orientando o redirecionamento de verbas públicas.
Top 10 Geral – Municípios com maior prosperidade sistêmica:
1. São Caetano do Sul (SP): 4,34
2. Florianópolis (SC): 4,28
3. Vitória (ES): 4,25
4. Maricá (RJ): 4,20
5. Nova Lima (MG): 4,12
6. Curitiba (PR): 4,06
7. Barueri (SP): 4,05
8. Erechim (RS): 4,03
9. Lavras (MG): 4,01
10. Botucatu (SP): 4,00
Para Gabriela Werner, uma das idealizadoras do INDEI e Presidente do Impact Hub Global, os resultados são um ponto de partida para um diálogo nacional baseado em dados. “O INDEI é um presente para o Brasil, porque substitui as intenções por evidências concretas. Este ranking não é um fim, mas um convite à ação”, afirma Werner. “Convidamos institutos de pesquisa, a academia e gestores a usarem este índice para melhorar a precisão de suas estratégias. Nosso objetivo é que o INDEI seja um documento vivo, aprimorado coletivamente para que possamos monitorar a evolução real da nossa nova economia nos próximos anos.”
A metodologia completa e os rankings por eixos (Econômico, Sociocultural e Ambiental), além dos recortes por Estados e Regiões, estão disponíveis para consulta no relatório oficial através do site Relatório INDEI 2026
