O complexo cultural de São Caetano do Sul, que abrange o espaço expositivo da Secretaria de Cultura, a Pinacoteca, a Casa de Vidro e o CineTeatro Santos Dumont, ganhou mais um atrativo: o Monumento aos Autonomistas. Com 2,20m de altura por 3,60m de largura, o monumento em aço traz gravados numa placa de vidro os nomes dos 95 líderes que se mobilizaram pela emancipação política de São Caetano do Sul.
Idealizado pela Fundação Pró-Memória, com apoio da Secretaria de Cultura, o monumento em homenagem aos líderes do movimento pela autonomia de São Caetano do Sul foi inaugurado nesta quinta-feira, 23 de abril, em uma cerimônia simples, mas carregada de emoção. Do evento participaram descendentes e familiares do grupo de 95 líderes responsáveis pela mobilização que resultou na emancipação do município, em 1948, e o último líder autonomista vivo, Desirée Malateaux Netto, de 96 anos de idade.
Desirée Malateaux, acompanhado de familiares, lembrou como São Caetano mudou desde os tempos em que era ligada ao município de Santo André: “a avenida Goiás era uma rua de uma mão só. Aqui passava charrete. A cidade cresceu muito rápido depois que se emancipou”. “Ele fica deslumbrado com os avanços da modernidade. Antes da emancipação, São Caetano ainda tinha esgoto a céu aberto”, comentou Mariluce de Fátima Malateaux, uma das filhas do sr. Desirée.
Integrante do Gama, o historiador João Mariani, autor de artigos históricos para a Revista Raízes há 23 anos, enfatizou a importância da preservação da memória histórica da cidade para a educação e a cultura. Esse tem sido o papel do Gama desde que foi constituído, em 2013. Participam do grupo não apenas familiares e descendentes diretos dos líderes autonomistas, mas todas as pessoas interessadas em história e memória da cidade. A historiadora Priscila Perazzo, professora da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e pesquisadora do Centro de Memória, é uma das integrantes mais recentes. “Ingressei no Gama há uns dois anos, motivada pela questão da memória e encontrei um grupo muito comprometido”. Para a historiadora, o tema da autonomia merece ser lembrado e estudado. Se depender da Fundação Pró-Memória, esse importante capítulo da história de São Caetano nunca será esquecido.
