Vereador Cicinho Moreira quer criar Programa de Prevenção à Adultização Infantil

Agosto 13, 2025
Vereador Cicinho Moreira quer criar Programa de Prevenção à Adultização Infantil

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A Câmara Municipal de São Caetano do Sul recebeu, na terça-feira (12), uma indicação de projeto de lei do vereador Cícero Alves Moreira, o Cicinho Moreira, para a criação do Programa de Prevenção à Adultização Infantil. A proposta visa combater a exposição precoce de crianças a comportamentos, responsabilidades e padrões estéticos típicos da vida adulta — fenômeno que, segundo o parlamentar, tem se intensificado nas últimas décadas devido à publicidade, redes sociais, indústria do entretenimento e práticas culturais equivocadas.

De acordo com dados apresentados na justificativa do projeto, 38% das meninas de até 4 anos já demonstram insatisfação com o próprio corpo. Entre meninas de 9 a 10 anos, mais da metade gostaria de emagrecer, e 36,6% já fazem dieta. Além disso, 88% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos usam redes sociais, sendo que 66% afirmam ter criado perfil antes dos 12 anos — aumentando o risco de acesso a conteúdos impróprios.

O texto propõe ações educativas e preventivas, como campanhas de conscientização, incentivo a ambientes protetores e orientação a famílias, educadores e à comunidade. A intenção, segundo o vereador, não é impor proibições arbitrárias, mas garantir que meninos e meninas vivam plenamente cada etapa da vida, fortalecendo vínculos afetivos e respeitando o desenvolvimento infantil.

Entre os objetivos do programa estão: combater a erotização precoce, reduzir impactos psicológicos como ansiedade e baixa autoestima, limitar a influência de mídias e redes sociais que incentivem comportamentos adultos inadequados e enfrentar fatores estruturais que aceleram a perda da infância, especialmente em famílias vulneráveis.

Preservar a infância é investir em uma sociedade mais equilibrada, saudável e humana, afirmou Cicinho Moreira, defendendo que São Caetano se torne referência na proteção integral à criança

A proposta ainda depende do envio de um projeto de lei formalizado pelo Executivo para apreciação e votação na Câmara.

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